Gênesis

Leia a introdução ao livro de Gênesis
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Capítulo 1
 1  No princípio, criou Deus os céus e a terra.
 2  E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
 3  E disse Deus: Haja luz. E houve luz.
 4  E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
 5  E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro.
 6  E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.
 7  E fez Deus a expansão e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi.
 8  E chamou Deus à expansão Céus; e foi a tarde e a manhã: o dia segundo.
 9  E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi.
 10  E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom.
 11  E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi.
 12  E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie e árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
 13  E foi a tarde e a manhã: o dia terceiro.
 14  E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos {ou estações} determinados e para dias e anos.
 15  E sejam para luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra. E assim foi.
 16  E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.
 17  E Deus os pôs na expansão dos céus para alumiar a terra,
 18  e para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que era bom.
 19  E foi a tarde e a manhã: o dia quarto.
 20  E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis {ou criaturas viventes, que se movem} de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus.
 21  E Deus criou as {ou os monstros dos mares} grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
 22  E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.
 23  E foi a tarde e a manhã: o dia quinto.
 24  E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi.
 25  E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
 26  E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move {ou roja} sobre a terra.
 27  E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
 28  E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
 29  E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento.
 30  E a todo animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim foi.
 31  E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto.

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Capítulo 2

 1  Assim, os céus, e a terra, e todo o seu exército foram acabados.
 2  E, havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
 3  E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera.
 4  Estas são as origens {ou gerações} dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o SENHOR {Heb. JEOVÁ} Deus fez a terra e os céus.
 5  Toda planta do campo ainda não estava na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o SENHOR Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra.
 6  Um vapor, porém, subia da terra e regava toda a face da terra.
 7  E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
 8  E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado.
 9  E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência {ou conhecimento} do bem e do mal.
 10  E saía um rio do Éden para regar o jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços.
 11  O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia toda a terra de Havilá, onde há ouro.
 12  E o ouro dessa terra é bom; ali há o bdélio e a {ou o ônix, ou o berilo} pedra sardônica.
 13  E o nome do segundo rio é Giom; este é o que rodeia toda a terra de Cuxe. {ou Etiópia}
 14  E o nome do terceiro rio é Hidéquel; {ou Tigre} este é o que vai para a banda do oriente da Assíria; e o quarto rio é o Eufrates.
 15  E tomou o SENHOR Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
 16  E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente,
 17  mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
 18  E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja {ou lhe assista} como diante dele.
 19  Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
 20  E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
 21  Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
 22  E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou {Heb. edificou} uma mulher; e trouxe-a a Adão.
 23  E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
 24  Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
 25  E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

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Capítulo 3

 1  Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
 2  E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
 3  mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
 4  Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
 5  Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
 6  E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
 7  Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais. {ou cintas}
 8  E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim.
 9  E chamou o SENHOR Deus a Adão e disse-lhe: Onde estás?
 10  E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.
 11  E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?
 12  Então, disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.
 13  E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isso? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.
 14  Então, o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás mais que toda besta e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida.
 15  E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta {Heb. ele} te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
 16  E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
 17  E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
 18  Espinhos e cardos também te produzirá; e comerás a erva do campo.
 19  No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.
 20  E chamou Adão o nome de sua mulher Eva, {que significa vida ou mãe da vida} porquanto ela era a mãe de todos os viventes.
 21  E fez o SENHOR Deus a Adão e a sua mulher túnicas de peles e os vestiu.
 22  Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, pois, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente,
 23  o SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado.
 24  E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.

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Capítulo 4

 1  E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, {que significa aquisição} e disse: Alcancei do SENHOR um varão.
 2  E teve mais a seu irmão Abel; {que significa vaidade} e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
 3  E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.
 4  E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.
 5  Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.
 6  E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?
 7  Se bem fizeres, não haverá aceitação {ou remissão} para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.
 8  E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.
 9  E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?
 10  E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.
 11  E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão.
 12  Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e errante serás na terra.
 13  Então, disse Caim ao SENHOR: É maior a minha maldade que a que possa ser {ou suportar} perdoada.
 14  Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra, e será que todo aquele que me achar me matará.
 15  O SENHOR, porém, disse-lhe: Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado. {ou vingado} E pôs o SENHOR um sinal em Caim, para que não o ferisse qualquer que o achasse.
 16  E saiu Caim de diante da face do SENHOR e habitou na terra de Node, da banda do oriente do Éden.
 17  E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu e teve a Enoque; e ele edificou uma cidade e chamou o nome da cidade pelo nome de seu filho Enoque.
 18  E a Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, e Meujael gerou a Metusael, e Metusael gerou a Lameque.
 19  E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá.
 20  E Ada teve a Jabal; este foi o pai dos que habitam em tendas e têm gado.
 21  E o nome do seu irmão era Jubal; este foi o pai de todos os que tocam harpa e órgão.
 22  E Zilá também teve a Tubalcaim, mestre de toda obra de cobre e de ferro; e a irmã de Tubalcaim foi Naamá.
 23  E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zilá, ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai o meu dito: porque eu matei um varão, por me ferir, e um jovem, por me pisar.
 24  Porque sete vezes Caim será vingado; {ou castigado} mas Lameque, setenta vezes sete.
 25  E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela teve um filho e chamou o seu nome Sete; {que significa compensação ou renovo} porque, disse ela, Deus me deu outra semente em lugar de Abel; porquanto Caim o matou.
 26  E a Sete mesmo também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então, se começou a invocar o nome do SENHOR.

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Capítulo 5

 1  Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.
 2  Macho e fêmea os criou, e os abençoou, e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados.
 3  E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e chamou o seu nome Sete.
 4  E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas.
 5  E foram todos os dias que Adão viveu novecentos e trinta anos; e morreu.
 6  E viveu Sete cento e cinco anos e gerou a Enos.
 7  E viveu Sete, depois que gerou a Enos, oitocentos e sete anos e gerou filhos e filhas.
 8  E foram todos os dias de Sete novecentos e doze anos; e morreu.
 9  E viveu Enos noventa anos; e gerou a Cainã.
 10  E viveu Enos, depois que gerou a Cainã, oitocentos e quinze anos e gerou filhos e filhas.
 11  E foram todos os dias de Enos novecentos e cinco anos; e morreu.
 12  E viveu Cainã setenta anos e gerou a Maalalel.
 13  E viveu Cainã, depois que gerou a Maalalel, oitocentos e quarenta anos e gerou filhos e filhas.
 14  E foram todos os dias de Cainã novecentos e dez anos; e morreu.
 15  E viveu Maalalel sessenta e cinco anos e gerou a Jarede.
 16  E viveu Maalalel, depois que gerou a Jarede, oitocentos e trinta anos e gerou filhos e filhas.
 17  E foram todos os dias de Maalalel oitocentos e noventa e cinco anos; e morreu.
 18  E viveu Jarede cento e sessenta e dois anos e gerou a Enoque.
 19  E viveu Jarede, depois que gerou a Enoque, oitocentos anos e gerou filhos e filhas.
 20  E foram todos os dias de Jarede novecentos e sessenta e dois anos; e morreu.
 21  E viveu Enoque sessenta e cinco anos e gerou a Metusalém.
 22  E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Metusalém, trezentos anos e gerou filhos e filhas.
 23  E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos.
 24  E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou.
 25  E viveu Metusalém cento e oitenta e sete anos e gerou a Lameque.
 26  E viveu Metusalém, depois que gerou a Lameque, setecentos e oitenta e dois anos e gerou filhos e filhas.
 27  E foram todos os dias de Metusalém novecentos e sessenta e nove anos; e morreu.
 28  E viveu Lameque cento e oitenta e dois anos e gerou um filho.
 29  E chamou o seu nome Noé, {Heb. Noah, que significa repouso} dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o SENHOR amaldiçoou.
 30  E viveu Lameque, depois que gerou a Noé, quinhentos e noventa e cinco anos e gerou filhos e filhas.
 31  E foram todos os dias de Lameque setecentos e setenta e sete anos; e morreu.
 32  E era Noé da idade de quinhentos anos e gerou Noé a Sem, Cam e Jafé.

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Capítulo 6

 1  E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,
 2  viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.
 3  Então, disse o SENHOR: Não contenderá {ou permanecerá} o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.
 4  Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama.
 5  E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.
 6  Então, arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração.
 7  E disse o SENHOR: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito.
 8  Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR.
 9  Estas são as gerações de Noé: Noé era varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com Deus.
 10  E gerou Noé três filhos: Sem, Cam e Jafé.
 11  A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência.
 12  E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.
 13  Então, disse Deus a Noé: O fim de toda carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.
 14  Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos {ou divisões} na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume.
 15  E desta maneira farás: de trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinqüenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura.
 16  Farás na arca uma janela e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares baixos, segundos e terceiros.
 17  Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda carne em que há espírito de vida debaixo dos céus: tudo o que há na terra expirará.
 18  Mas contigo estabelecerei o meu pacto; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, e a tua mulher, e as mulheres de teus filhos contigo.
 19  E de tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie meterás na arca, para os conservares vivos contigo; macho e fêmea serão.
 20  Das aves conforme a sua espécie, dos animais conforme a sua espécie, de todo réptil da terra conforme a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para os conservares em vida.
 21  E tu toma para ti de toda comida que se come e ajunta-a para ti; e te será para mantimento, para ti e para eles.
 22  Assim fez Noé; conforme tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.

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Capítulo 7

1  Depois, disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de mim nesta geração.
 2  De todo animal limpo tomarás para ti sete e sete: o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois: o macho e sua fêmea.
 3  Também das aves dos céus sete e sete: macho e fêmea, para se conservar em vida a semente sobre a face de toda a terra.
 4  Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites; e desfarei de sobre a face da terra toda substância que fiz.
 5  E fez Noé conforme tudo o que o SENHOR lhe ordenara.
 6  E era Noé da idade de seiscentos anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra.
 7  E entrou Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele na arca, por causa das águas do dilúvio.
 8  Dos animais limpos, e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra,
 9  entraram de dois em dois para Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé.
 10  E aconteceu que, passados sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio.
 11  No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram,
 12  e houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
 13  E, no mesmo dia, entrou Noé, e Sem, e Cam, e Jafé, os filhos de Noé, como também a mulher de Noé, e as três mulheres de seus filhos, com ele na arca;
 14  eles, e todo animal conforme a sua espécie, e todo gado conforme a sua espécie, e todo réptil que se roja sobre a terra conforme a sua espécie, e toda ave conforme a sua espécie, todo pássaro de toda {ou toda sorte de asas} qualidade.
 15  E de toda carne, em que havia espírito de vida, entraram de dois em dois para Noé na arca.
 16  E os que entraram, macho e fêmea de toda carne entraram, como Deus lhe tinha ordenado; e o SENHOR a fechou por fora.
 17  E esteve o dilúvio quarenta dias sobre a terra; e cresceram as águas e levantaram a arca, e ela se elevou sobre a terra.
 18  E prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca andava sobre as águas.
 19  E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu foram cobertos.
 20  Quinze côvados acima prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos.
 21  E expirou toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado, e de feras, e de todo o réptil que se roja sobre a terra, e de todo homem.
 22  Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu.
 23  Assim, foi desfeita toda substância que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca.
 24  E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinqüenta dias.

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Capítulo 8

 1  E lembrou-se Deus de Noé, e de todo animal, e de toda rês que com ele estava na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e aquietaram-se as águas.
 2  Cerraram-se também as fontes do abismo e as janelas dos céus, e a chuva dos céus deteve-se.
 3  E as águas tornaram de sobre a terra continuamente {Heb. indo e tornando} e, ao cabo de cento e cinqüenta dias, as águas minguaram.
 4  E a arca repousou, no sétimo mês, no dia dezessete do mês, sobre os montes de Ararate.
 5  E foram as águas indo e minguando até ao décimo mês; no décimo mês, no primeiro dia do mês, apareceram os cumes dos montes.
 6  E aconteceu que, ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela da arca que tinha feito.
 7  E soltou um corvo, que saiu, indo e voltando, até que as águas se secaram de sobre a terra.
 8  Depois, soltou uma pomba, a ver se as águas tinham minguado de sobre a face da terra.
 9  A pomba, porém, não achou repouso para a planta de seu pé e voltou a ele para a arca; porque as águas estavam sobre a face de toda a terra; e ele estendeu a sua mão, e tomou-a, e meteu-a consigo na arca.
 10  E esperou ainda outros sete dias e tornou a enviar a pomba fora da arca.
 11  E a pomba voltou a ele sobre a tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado sobre a terra.
 12  Então, esperou ainda outros sete dias e enviou fora a pomba; mas não tornou mais a ele.
 13  E aconteceu que, no ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, as águas se secaram de sobre a terra. Então, Noé tirou a cobertura da arca e olhou, e eis que a face da terra estava enxuta.
 14  E, no segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a terra estava seca.
 15  Então, falou Deus a Noé, dizendo:
 16  Sai da arca tu, e tua mulher, e teus filhos, e as mulheres de teus filhos contigo.
 17  Todo animal que está contigo, de toda carne, de ave, e de gado, e de todo réptil que se roja sobre a terra, traze fora contigo; e povoem abundantemente a terra, e frutifiquem, e se multipliquem sobre a terra.
 18  Então, saiu Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele;
 19  todo animal, todo réptil, toda ave, tudo o que se move sobre a terra, conforme as suas famílias, saiu para fora da arca.
 20  E edificou Noé um altar ao SENHOR; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar.
 21  E o SENHOR cheirou o suave cheiro e disse o SENHOR em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como fiz.
 22  Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite não cessarão.

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Capítulo 9

 1  E abençoou Deus a Noé e a seus filhos e disse-lhes: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra.
 2  E será o vosso temor e o vosso pavor sobre todo animal da terra e sobre toda ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar na vossa mão são entregues.
 3  Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado, como a erva verde.
 4  A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.
 5  E certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; {ou alma} da mão de todo animal o requererei, como também da mão do homem e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.
 6  Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem.
 7  Mas vós, frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra e multiplicai-vos nela.
 8  E falou Deus a Noé e a seus filhos com ele, dizendo:
 9  E eu, eis que estabeleço o meu concerto convosco, e com a vossa semente depois de vós,
 10  e com toda alma {ou criatura} vivente, que convosco está, de aves, de reses, e de todo animal da terra convosco; desde todos que saíram da arca, até todo animal da terra.
 11  E eu convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra.
 12  E disse Deus: Este é o sinal do concerto que ponho entre mim e vós e entre toda alma vivente, que está convosco, por gerações eternas.
 13  O meu arco tenho posto na nuvem; este será por sinal do concerto entre mim e a terra.
 14  E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens.
 15  Então, me lembrarei do meu concerto, que está entre mim e vós e ainda toda alma vivente de toda carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio, para destruir toda carne.
 16  E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar do concerto eterno entre Deus e toda alma vivente de toda carne, que está sobre a terra.
 17  E disse Deus a Noé: Este é o sinal do concerto que tenho estabelecido entre mim e toda a carne que está sobre a terra.
 18  E os filhos de Noé, que da arca saíram, foram Sem, e Cam, e Jafé; e Cam é o pai de Canaã.
 19  Estes três foram os filhos de Noé; e destes se povoou toda a terra.
 20  E começou Noé a ser lavrador da terra e plantou uma vinha.
 21  E bebeu do vinho e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda.
 22  E viu Cam, o pai de Canaã, a nudez de seu pai e fê-lo saber a ambos seus irmãos, fora.
 23  Então, tomaram Sem e Jafé uma capa, puseram-na sobre ambos os seus ombros e, indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai; e os seus rostos eram virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai.
 24  E despertou Noé do seu vinho e soube o que seu filho menor lhe fizera.
 25  E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos.
 26  E disse: Bendito seja o SENHOR, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.
 27  Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.
 28  E viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinqüenta anos.
 29  E foram todos os dias de Noé novecentos e cinqüenta anos, e morreu.

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Capítulo 10

 1  Estas, pois, são as gerações dos filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé; e nasceram-lhes filhos depois do dilúvio.
 2  Os filhos de Jafé são: Gomer, e Magogue, e Madai, e Javã, e Tubal, e Meseque, e Tiras.
 3  E os filhos de Gomer são: Asquenaz, e Rifate, e Togarma.
 4  E os filhos de Javã são: Elisá, e Társis, e Quitim, e Dodanim.
 5  Por estes, foram repartidas as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações.
 6  E os filhos de Cam são: Cuxe, e Mizraim, e Pute, e Canaã.
 7  E os filhos de Cuxe são: Sebá, e Havilá, e Sabtá, e Raamá, e Sabtecá; e os filhos de Raamá são: Sabá e Dedã.
 8  E Cuxe gerou a Ninrode; este começou a ser poderoso na terra.
 9  E este foi poderoso caçador diante da face do SENHOR; pelo que se diz: Como Ninrode, poderoso caçador diante do SENHOR.
 10  E o princípio do seu reino foi Babel, e Ereque, e Acade, e Calné, na terra de Sinar.
 11  Desta mesma terra saiu ele à Assíria e edificou a Nínive, e Reobote-Ir, e Calá,
 12  e Resém, entre Nínive e Calá (esta é a grande cidade).
 13  E Mizraim gerou a Ludim, e a Anamim, e a Leabim, e a Naftuim,
 14  e a Patrusim, e a Casluim (donde saíram os filisteus), e a Caftorim.
 15  E Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete,
 16  e ao jebuseu, e ao amorreu, e ao girgaseu,
 17  e ao heveu, e ao arqueu, e ao sineu,
 18  e ao arvadeu, e ao zemareu, e ao hamateu, e depois se espalharam as famílias dos cananeus.
 19  E foi o termo dos cananeus desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza; indo para Sodoma, e Gomorra, e Admá, e Zeboim, até Lasa.
 20  Estes são os filhos de Cam, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações.
 21  E a Sem nasceram filhos, e ele é o pai de todos os filhos de Éber e o irmão mais velho de Jafé.
 22  Os filhos de Sem são: Elão, e Assur, e Arfaxade, e Lude, e Arã.
 23  E os filhos de Arã são: Uz, e Hul, e Geter, e Más.
 24  E Arfaxade gerou a Salá; e Salá gerou a Éber.
 25  E a Éber nasceram dois filhos: o nome de um foi Pelegue, {que significa divisão} porquanto em seus dias se repartiu a terra; e o nome do seu irmão foi Joctã.
 26  E Joctã gerou a Almodá, e a Selefe, e a Hazar-Mavé, e a Jerá,
 27  e a Hadorão, e a Uzal, e a Dicla,
 28  e a Obal, e a Abimael, e a Sabá,
 29  e a Ofir, e a Havilá, e a Jobabe; todos estes foram filhos de Joctã.
 30  E foi a sua habitação desde Messa, indo para Sefar, montanha do Oriente.
 31  Estes são os filhos de Sem, segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações.
 32  Estas são as famílias dos filhos de Noé, segundo as suas gerações, em suas nações; e destes foram divididas as nações na terra, depois do dilúvio.

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Capítulo 11

 1  E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.
 2  E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.
 3  E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume, por cal.
 4  E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
 5  Então, desceu o SENHOR para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
 6  e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.
 7  Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
 8  Assim, o SENHOR os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.
 9  Por isso, se chamou o seu nome Babel, {que significa confusão} porquanto ali confundiu o SENHOR a língua de toda a terra e dali os espalhou o SENHOR sobre a face de toda a terra.
 10  Estas são as gerações de Sem: Sem era da idade de cem anos e gerou a Arfaxade, dois anos depois do dilúvio.
 11  E viveu Sem, depois que gerou a Arfaxade, quinhentos anos; e gerou filhos e filhas.
 12  E viveu Arfaxade trinta e cinco anos e gerou a Salá.
 13  E viveu Arfaxade, depois que gerou a Salá, quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.
 14  E viveu Salá trinta anos e gerou a Éber.
 15  E viveu Salá, depois que gerou a Éber, quatrocentos e três anos; e gerou filhos e filhas.
 16  E viveu Éber trinta e quatro anos e gerou a Pelegue.
 17  E viveu Éber, depois que gerou a Pelegue, quatrocentos e trinta anos; e gerou filhos e filhas.
 18  E viveu Pelegue trinta anos e gerou a Reú.
 19  E viveu Pelegue, depois que gerou a Reú, duzentos e nove anos; e gerou filhos e filhas.
 20  E viveu Reú trinta e dois anos e gerou a Serugue.
 21  E viveu Reú, depois que gerou a Serugue, duzentos e sete anos; e gerou filhos e filhas.
 22  E viveu Serugue trinta anos e gerou a Naor.
 23  E viveu Serugue, depois que gerou a Naor, duzentos anos; e gerou filhos e filhas.
 24  E viveu Naor vinte e nove anos e gerou a Tera.
 25  E viveu Naor, depois que gerou a Tera, cento e dezenove anos; e gerou filhos e filhas.
 26  E viveu Tera setenta anos e gerou a Abrão, a Naor e a Harã.
 27  E estas são as gerações de Tera: Tera gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló.
 28  E morreu Harã, estando seu pai Tera ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus.
 29  E tomaram Abrão e Naor mulheres para si; o nome da mulher de Abrão era Sarai, e o nome da mulher de Naor era Milca, filha de Harã, pai de Milca e pai de Iscá.
 30  E Sarai foi estéril e não tinha filhos.
 31  E tomou Tera a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã e habitaram ali.
 32  E foram os dias de Tera duzentos e cinco anos; e morreu Tera em Harã.

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Capítulo 12

 1  Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
 2  E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.
 3  E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
 4  Assim, partiu Abrão, como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos, quando saiu de Harã.
 5  E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e toda a sua fazenda, que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e vieram à terra de Canaã.
 6  E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam, então, os cananeus na terra.
 7  E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.
 8  E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR e invocou o nome do SENHOR.
 9  Depois, caminhou Abrão dali, seguindo ainda para a banda do Sul.
 10  E havia fome naquela terra; e desceu Abrão ao Egito, para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.
 11  E aconteceu que, chegando ele para entrar no Egito, disse a Sarai, sua mulher: Ora, bem sei que és mulher formosa à vista;
 12  e será que, quando os egípcios te virem, dirão: Esta é a sua mulher. E matar-me-ão a mim e a ti te guardarão em vida.
 13  Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e que viva a minha alma por amor de ti.
 14  E aconteceu que, entrando Abrão no Egito, viram os egípcios a mulher, que era mui formosa.
 15  E viram-na os príncipes de Faraó e gabaram-na diante de Faraó; e foi a mulher tomada para a casa de Faraó.
 16  E fez bem a Abrão por amor dela; e ele teve ovelhas, e vacas, e jumentos, e servos, e servas, e jumentas, e camelos.
 17  Feriu, porém, o SENHOR a Faraó com grandes pragas e a sua casa, por causa de Sarai, mulher de Abrão.
 18  Então, chamou Faraó a Abrão e disse: Que é isto que me fizeste? Por que não me disseste que ela era tua mulher?
 19  Por que disseste: É minha irmã? De maneira que a houvera tomado por minha mulher; agora, pois, eis aqui tua mulher; toma-a e vai-te.
 20  E Faraó deu ordens aos seus varões a seu respeito, e acompanharam-no a ele, e a sua mulher, e a tudo o que tinha.

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Capítulo 13

 1  Subiu, pois, Abrão do Egito para a banda do Sul, ele, e sua mulher, e tudo o que tinha, e com ele Ló.
 2  E ia Abrão muito rico em gado, em prata e em ouro.
 3  E fez as suas jornadas do Sul até Betel, até ao lugar onde, ao princípio, estivera a sua tenda, entre Betel e Ai;
 4  até ao lugar do altar que, dantes, ali tinha feito; e Abrão invocou ali o nome do SENHOR.
 5  E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, e vacas, e tendas.
 6  E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos, porque a sua fazenda era muita; de maneira que não podiam habitar juntos.
 7  E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os ferezeus habitavam, então, na terra.
 8  E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus pastores e os teus pastores, porque irmãos somos.
 9  Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a esquerda.
 10  E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes de o SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.
 11  Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu Ló para o Oriente; e apartaram-se um do outro.
 12  Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma.
 13  Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR.
 14  E disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta, agora, os teus olhos e olha desde o lugar onde estás, para a banda do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente;
 15  porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua semente, para sempre.
 16  E farei a tua semente como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, também a tua semente será contada.
 17  Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei.
 18  E Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos carvalhais de Manre, que estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR.

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Capítulo 14

 1  E aconteceu, nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, {que significa nações}
 2  que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Bela (esta é Zoar).
 3  Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o mar de Sal).
 4  Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas, ao décimo-terceiro ano, rebelaram-se.
 5  E, ao décimo-quarto ano, veio Quedorlaomer e os reis que estavam com ele e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, e aos zuzins em Hã, e aos emins em Savé-Quiriataim,
 6  e aos horeus no seu monte Seir, até à campina de Parã, que está junto ao deserto.
 7  Depois, tornaram, e vieram a En-Mispate (que é Cades), e feriram toda a terra dos amalequitas e também os amorreus, que habitavam em Hazazom-Tamar.
 8  Então, saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Bela (esta é Zoar) e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim,
 9  contra Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, e Anrafel, rei de Sinar, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco.
 10  E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra e caíram ali; e os restantes fugiram para um monte.
 11  E tomaram toda a fazenda de Sodoma e de Gomorra e todo o seu mantimento e foram-se.
 12  Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e a sua fazenda e foram-se.
 13  Então, veio um que escapara e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão.
 14  Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.
 15  E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.
 16  E tornou a trazer toda a fazenda e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e a sua fazenda, e também as mulheres, e o povo.
 17  E o rei de Sodoma saiu-lhes ao encontro (depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) no vale de Savé, que é o vale do Rei.
 18  E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo.
 19  E abençoou -o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;
 20  e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo.
 21  E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as almas e a fazenda toma para ti.
 22  Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao SENHOR, o Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra,
 23  e juro que, desde um fio até à correia dum sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu; para que não digas: Eu enriqueci a Abrão;
 24  salvo tão-somente o que os jovens comeram e a parte que toca aos varões que comigo foram, Aner, Escol e Manre; estes que tomem a sua parte.

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Capítulo 15

 1  D epois destas coisas veio a palavra do SENHOR a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, o teu grandíssimo galardão.
 2  Então, disse Abrão: Senhor JEOVÁ, que me hás de dar? Pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliézer.
 3  Disse mais Abrão: Eis que me não tens dado semente, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro.
 4  E eis que veio a palavra do SENHOR a ele, dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que de ti será gerado, esse será o teu herdeiro.
 5  Então, o levou fora e disse: Olha, agora, para os céus e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua semente.
 6  E creu ele no SENHOR, e foi-lhe {ou contou-lhe} imputado isto por justiça.
 7  Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para a herdares.
 8  E disse ele: Senhor JEOVÁ, como saberei que hei de herdá-la?
 9  E disse-lhe: Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, e uma rola, e um pombinho.
 10  E trouxe-lhe todos estes, e partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu.
 11  E as aves desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava.
 12  E, pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caíram sobre ele.
 13  Então, disse a Abrão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los -á e afligi-la-ão quatrocentos anos.
 14  Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda.
 15  E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado.
 16  E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.
 17  E sucedeu que, posto o sol, houve escuridão; e eis um forno de fumaça e uma tocha de fogo que passou por aquelas metades.
 18  Naquele mesmo dia, fez o SENHOR um concerto com Abrão, dizendo: À tua semente tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates,
 19  e o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu,
 20  e o heteu, e o ferezeu, e os refains,
 21  e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu.

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Capítulo 16

 1  Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe gerava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.
 2  E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de gerar; entra, pois, à minha serva; porventura, terei {ou serei dela edificada} filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.
 3  Assim, tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.
 4  E ele entrou a Agar, e ela concebeu; e, vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.
 5  Então, disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti. Minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela, agora, que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos. O SENHOR julgue entre mim e ti.
 6  E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face.
 7  E o Anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.
 8  E disse: Agar, serva de Sarai, de onde vens e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai, minha senhora.
 9  Então, lhe disse o Anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora e humilha-te debaixo de suas mãos.
 10  Disse-lhe mais o Anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua semente, que não será contada, por numerosa que será.
 11  Disse-lhe também o Anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e terás um filho, e chamarás o seu nome Ismael, {que significa Deus (está) ouvindo} porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.
 12  E ele será homem {Heb. como um jumento bravo} bravo; e a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.
 13  E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu {ou Tu és um Deus que me vês} és Deus da vista, porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?
 14  Por isso, se chama aquele poço de Laai-Roi; {que significa aquele que vive e me vê} eis que está entre Cades e Berede.
 15  E Agar deu um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que tivera Agar, Ismael.
 16  E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu Ismael a Abrão.

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Capítulo 17

 1  Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-poderoso; anda em minha presença e sê perfeito.
 2  E porei o meu concerto entre mim e ti e te multiplicarei grandissimamente.
 3  Então, caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus com ele, dizendo:
 4  Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações.
 5  E não se chamará mais o teu nome Abrão, {que significa pai da altura} mas Abraão {que significa pai de uma multidão} será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto.
 6  E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti.
 7  E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.
 8  E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhes-ei o seu Deus.
 9  Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações.
 10  Este é o meu concerto, que guardareis entre mim e vós e a tua semente depois de ti: Que todo macho será circuncidado.
 11  E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal do concerto entre mim e vós.
 12  O filho de oito dias, pois, será circuncidado; todo macho nas vossas gerações, o nascido na casa e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua semente.
 13  Com efeito, será circuncidado o nascido em tua casa e o comprado por teu dinheiro; e estará o meu concerto na vossa carne por concerto perpétuo.
 14  E o macho com prepúcio, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada dos seus povos; quebrantou o meu concerto.
 15  Disse Deus mais a Abraão: a Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara {que significa princesa} será o seu nome.
 16  Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela.
 17  Então, caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos?
 18  E disse Abraão a Deus: Tomara que viva Ismael diante de teu rosto!
 19  E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; {que significa riso} e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele.
 20  E, quanto a Ismael, também te tenho ouvido: eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação.
 21  O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte.
 22  E acabou de falar com ele e subiu Deus de Abraão.
 23  Então, tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro, todo macho entre os homens da casa de Abraão; e circuncidou a carne do seu prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus falara com ele.
 24  E era Abraão da idade de noventa e nove anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.
 25  E Ismael, seu filho, era da idade de treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.
 26  Neste mesmo dia, foi circuncidado Abraão e Ismael, seu filho.
 27  E todos os homens da sua casa, o nascido em casa e o comprado por dinheiro do estrangeiro, foram circuncidados com ele.

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Capítulo 18

 1  Depois, apareceu-lhe o SENHOR nos carvalhais de Manre, estando ele assentado à porta da tenda, quando {ou no maior calor do dia} tinha aquecido o dia.
 2  E levantou os olhos e olhou, e eis três varões estavam em pé junto a ele. E, vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, e inclinou-se à terra,
 3  e disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo.
 4  Traga-se, agora, um pouco de água; e lavai os vossos pés e recostai-vos debaixo desta árvore;
 5  e trarei um bocado de pão, para que esforceis o vosso coração; depois, passareis adiante, porquanto por isso chegastes até vosso servo. E disseram: Assim, faze como tens dito.
 6  E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha e faze bolos.
 7  E correu Abraão às vacas, e tomou uma vitela tenra e boa, e deu-a ao moço, que se apressou em prepará-la.
 8  E tomou manteiga e leite e a vitela que tinha preparado e pôs tudo diante deles; e ele estava em pé junto a eles debaixo da árvore; e comeram.
 9  E disseram-lhe: Onde está Sara, tua mulher? E ele disse: Ei-la, aí está na tenda.
 10  E disse: Certamente tornarei a ti por este tempo da vida; e eis que Sara, tua mulher, terá um filho. E ouviu -o Sara à porta da tenda, que estava atrás dele.
 11  E eram Abraão e Sara já velhos e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres.
 12  Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda deleite depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?
 13  E disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade, gerarei eu ainda, havendo já envelhecido?
 14  Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.
 15  E Sara negou, dizendo: Não me ri, porquanto temeu. E ele disse: Não digas isso, porque te riste.
 16  E levantaram-se aqueles varões dali e olharam para a banda de Sodoma; e Abraão ia com eles, acompanhando-os.
 17  E disse o SENHOR: Ocultarei eu a Abraão o que faço,
 18  visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?
 19  Porque eu o tenho conhecido, que ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do SENHOR, para agirem com justiça e juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.
 20  Disse mais o SENHOR: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito,
 21  descerei agora e verei se, com efeito, têm praticado segundo este clamor que é vindo até mim; e, se não, sabê-lo-ei.
 22  Então, viraram aqueles varões o rosto dali e foram-se para Sodoma; mas Abraão ficou ainda em pé diante da face do SENHOR.
 23  E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?
 24  Se, porventura, houver cinqüenta justos na cidade, destruí-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinqüenta justos que estão dentro dela?
 25  Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?
 26  Então, disse o SENHOR: Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles.
 27  E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.
 28  Se, porventura, faltarem de cinqüenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.
 29  E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta.
 30  Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta.
 31  E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte.
 32  Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.
 33  E foi-se o SENHOR, quando acabou de falar a Abraão; e Abraão tornou ao seu lugar.

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 Capítulo 19

 1  E vieram os dois anjos a Sodoma à tarde, e estava Ló assentado à porta de Sodoma; e, vendo-os Ló, levantou-se ao seu encontro e inclinou-se com o rosto à terra.
 2  E disse: Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo, e passai nela a noite, e lavai os vossos pés; e de madrugada vos levantareis e ireis vosso caminho. E eles disseram: Não! Antes, na rua passaremos a noite.
 3  E porfiou com eles muito, e vieram com ele e entraram em sua casa; e fez-lhes banquete e cozeu bolos sem levedura, e comeram.
 4  E, antes que se deitassem, cercaram a casa os varões daquela cidade, os varões de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros.
 5  E chamaram Ló e disseram-lhe: Onde estão os varões que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos.
 6  Então, saiu Ló a eles à porta, e fechou a porta atrás de si,
 7  e disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal.
 8  Eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram varão; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for nos vossos olhos; somente nada façais a estes varões, porque por isso vieram à sombra do meu telhado.
 9  Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Como estrangeiro, este indivíduo veio aqui habitar e quereria ser juiz em tudo? Agora, te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o varão, sobre Ló, e aproximaram-se para arrombar a porta.
 10  Aqueles varões, porém, estenderam a sua mão, e fizeram entrar a Ló consigo na casa, e fecharam a porta;
 11  e feriram de cegueira os varões que estavam à porta da casa, desde o menor até ao maior, de maneira que se cansaram para achar a porta.
 12  Então, disseram aqueles varões a Ló: Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar;
 13  pois nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem engrossado diante da face do SENHOR, e o SENHOR nos enviou a destruí-lo.
 14  Então, saiu Ló, e falou a seus genros, aos que haviam de tomar as suas filhas, e disse: Levantai-vos; saí deste lugar, porque o SENHOR há de destruir a cidade. Foi tido, porém, por zombador aos olhos de seus genros.
 15  E, ao amanhecer, os anjos apertaram com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças na injustiça desta cidade.
 16  Ele, porém, demorava-se, e aqueles varões lhe pegaram pela mão, e pela mão de sua mulher, e pela mão de suas duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade.
 17  E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças.
 18  E Ló disse-lhe: Assim, não, Senhor!
 19  Eis que, agora, o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia que a mim me fizeste, para guardar a minha alma em vida; mas não posso escapar no monte, pois que tenho medo que me apanhe este mal, e eu morra.
 20  Eis, agora, aquela cidade está perto, para fugir para lá, e é pequena; ora, para ali me escaparei (não é pequena?), para que minha alma viva.
 21  E disse-lhe: Eis aqui, tenho-te aceitado também neste negócio, para não derribar esta cidade de que falaste.
 22  Apressa-te, escapa-te para ali; porque nada poderei fazer, enquanto não tiveres ali chegado. Por isso, se chamou o nome da cidade Zoar. {que significa pequena}
 23  Saiu o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar.
 24  Então, o SENHOR fez chover enxofre e fogo, do SENHOR desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra.
 25  E derribou aquelas cidades, e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra.
 26  E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal.
 27  E Abraão levantou-se aquela mesma manhã de madrugada e foi para aquele lugar onde estivera diante da face do SENHOR.
 28  E olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a terra da campina; e viu, e eis que a fumaça da terra subia, como a fumaça duma fornalha.
 29  E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da campina, Deus se lembrou de Abraão e tirou Ló do meio da destruição, derribando aquelas cidades em que Ló habitara.
 30  E subiu Ló de Zoar e habitou no monte, e as suas duas filhas com ele, porque temia habitar em Zoar; e habitou numa caverna, ele e as suas duas filhas.
 31  Então, a primogênita disse à menor: Nosso pai é já velho, e não há varão na terra que entre a nós, segundo o costume de toda a terra.
 32  Vem, demos a beber vinho a nosso pai e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai.
 33  E deram a beber vinho a seu pai naquela noite; e veio a primogênita e deitou-se com seu pai, e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.
 34  E sucedeu, no outro dia, que a primogênita disse à menor: Vês aqui, eu já ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe a beber vinho também esta noite, e então entra tu, deita-te com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai.
 35  E deram a beber vinho a seu pai, também naquela noite; e levantou-se a menor e deitou-se com ele; e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.
 36  E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai.
 37  E teve a primogênita um filho e chamou o seu nome Moabe; este é o pai dos moabitas, até ao dia de hoje.
 38  E a menor também teve um filho e chamou o seu nome Ben-Ami; este é o pai dos filhos de Amom, até o dia de hoje.

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Capítulo 20

 1  E partiu Abraão dali para a terra do Sul e habitou entre Cades e Sur; e peregrinou em Gerar.
 2  E, havendo Abraão dito de Sara, sua mulher: É minha irmã, enviou Abimeleque, rei de Gerar, e tomou a Sara.
 3  Deus, porém, veio a Abimeleque em sonhos de noite e disse-lhe: Eis que morto és por causa da mulher que tomaste; porque ela está casada com marido.
 4  Mas Abimeleque ainda não se tinha chegado a ela; por isso, disse: Senhor, matarás também uma nação justa?
 5  Não me disse ele mesmo: É minha irmã? E ela também disse: É meu irmão. Em sinceridade do coração e em pureza das minhas mãos, tenho feito isto.
 6  E disse-lhe Deus em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso, te não permiti tocá-la.
 7  Agora, pois, restitui a mulher ao seu marido, porque profeta é e rogará por ti, para que vivas; porém, se não lha restituíres, sabe que certamente morrerás, tu e tudo o que é teu.
 8  E levantou-se Abimeleque pela manhã, de madrugada, chamou todos os seus servos e falou todas estas palavras em seus ouvidos; e temeram muito aqueles varões.
 9  Então, chamou Abimeleque a Abraão e disse-lhe: Que nos fizeste? E em que pequei contra ti, para trazeres sobre mim e meu reino tamanho pecado? Tu me fizeste aquilo que não deverias ter feito.
 10  Disse mais Abimeleque a Abraão: Que tens visto, para fazeres tal coisa?
 11  E disse Abraão: Porque eu dizia comigo: Certamente não há temor de Deus neste lugar, e eles me matarão por amor da minha mulher.
 12  E, na verdade, é ela também minha irmã, filha de meu pai, mas não filha da minha mãe; e veio a ser minha mulher.
 13  E aconteceu que, fazendo-me Deus sair errante da casa de meu pai, eu lhe disse: Seja esta a graça que me farás em todo o lugar aonde viermos: dize de mim: É meu irmão.
 14  Então, tomou Abimeleque ovelhas, e vacas, e servos, e servas e os deu a Abraão; e restituiu-lhe Sara, sua mulher.
 15  E disse Abimeleque: Eis que a minha terra está diante da tua face; habita onde bom for aos teus olhos.
 16  E a Sara disse: Vês que tenho dado ao teu irmão mil moedas de prata; eis que elas te sejam por véu dos olhos para com todos os que contigo estão e até para com todos os outros; e estás advertida.
 17  E orou Abraão a Deus, e sarou Deus a Abimeleque, e a sua mulher, e as suas servas, de maneira que tiveram filhos;
 18  porque o SENHOR havia fechado totalmente todas as madres da casa de Abimeleque, por causa de Sara, mulher de Abraão.

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Capítulo 21

 1  E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o SENHOR a Sara como tinha falado.
 2  E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha dito.
 3  E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.
 4  E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado.
 5  E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.
 6  E disse Sara: Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo.
 7  Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?
 8  E cresceu o menino e foi desmamado; então, Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.
 9  E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, que esta tinha dado a Abraão, zombava.
 10  E disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque.
 11  E pareceu esta palavra mui má aos olhos de Abraão, por causa de seu filho.
 12  Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua semente.
 13  Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto é tua semente.
 14  Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e tomou pão e um odre de água, e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela foi-se, andando errante no deserto de Berseba.
 15  E, consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.
 16  E foi-se e assentou-se em frente, afastando-se a distância de um tiro de arco; porque dizia: Que não veja eu morrer o menino. E assentou-se em frente, e levantou a sua voz, e chorou.
 17  E ouviu Deus a voz do menino, e bradou o Anjo de Deus a Agar desde os céus e disse-lhe: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do rapaz desde o lugar onde está.
 18  Ergue-te, levanta o moço e pega-lhe pela mão, porque dele farei uma grande nação.
 19  E abriu-lhe Deus os olhos; e viu um poço de água, e foi-se, e encheu o odre de água, e deu de beber ao moço.
 20  E era Deus com o moço, que cresceu, e habitou no deserto, e foi flecheiro.
 21  E habitou no deserto de Parã; e sua mãe tomou-lhe mulher da terra do Egito.
 22  E aconteceu, naquele mesmo tempo, que Abimeleque, com Ficol, príncipe {ou capitão-mor} do seu exército, falou com Abraão, dizendo: Deus é contigo em tudo o que fazes;
 23  agora, pois, jura-me aqui por Deus que me não mentirás a mim, nem a meu filho, nem a meu neto; segundo a beneficência que te fiz, me farás a mim e à terra onde peregrinaste.
 24  E disse Abraão: Eu jurarei.
 25  Abraão, porém, repreendeu a Abimeleque por causa de um poço de água que os servos de Abimeleque haviam tomado por força.
 26  Então, disse Abimeleque: Eu não sei quem fez isto; e também tu mo não fizeste saber, nem eu o ouvi senão hoje.
 27  E tomou Abraão ovelhas e vacas e deu-as a Abimeleque; e fizeram ambos concerto.
 28  Pôs Abraão, porém, à parte sete cordeiras do rebanho.
 29  E Abimeleque disse a Abraão: Para que estão aqui estas sete cordeiras, que puseste à parte?
 30  E disse: Tomarás estas sete cordeiras de minha mão, para que sejam em testemunho que eu cavei este poço.
 31  Por isso, se chamou aquele lugar Berseba, {Heb. Beer-Seba, que significa poço do juramento} porquanto ambos juraram ali.
 32  Assim, fizeram concerto em Berseba. Depois, se levantou Abimeleque e Ficol, príncipe do seu exército, e tornaram para a terra dos filisteus.
 33  E plantou um bosque em Berseba e invocou lá o nome do SENHOR, Deus eterno.
 34  E peregrinou Abraão na terra dos filisteus muitos dias.

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Capítulo 22

 1  E aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
 2  E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece -o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.
 3  Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.
 4  Ao terceiro dia, levantou Abraão os seus olhos e viu o lugar de longe.
 5  E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós.
 6  E tomou Abraão a lenha do holocausto e pô-la sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão. E foram ambos juntos.
 7  Então, falou Isaque a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
 8  E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim, caminharam ambos juntos.
 9  E vieram ao lugar que Deus lhes dissera, e edificou Abraão ali um altar, e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque, seu filho, e deitou -o sobre o altar em cima da lenha.
 10  E estendeu Abraão a sua mão e tomou o cutelo para imolar o seu filho.
 11  Mas o Anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
 12  Então, disse: Não estendas a tua mão sobre o moço e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus e não me negaste o teu filho, o teu único.
 13  Então, levantou Abraão os seus olhos e olhou, e eis um carneiro detrás dele, travado pelas suas pontas num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu -o em holocausto, em lugar de seu filho.
 14  E chamou Abraão o nome daquele lugar o {Heb. JEOVÁ Jire} SENHOR proverá; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá.
 15  Então, o Anjo do SENHOR bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus
 16  e disse: Por mim mesmo, jurei, diz o SENHOR, porquanto fizeste esta ação e não me negaste o teu filho, o teu único,
 17  que deveras te abençoarei e grandissimamente multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e como a areia que está na praia do mar; e a tua semente possuirá a porta dos seus inimigos.
 18  E em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.
 19  Então, Abraão tornou aos seus moços, e levantaram-se e foram juntos para Berseba; e Abraão habitou em Berseba.
 20  E sucedeu, depois destas coisas, que anunciaram a Abraão, dizendo: Eis que também Milca deu filhos a Naor, teu irmão:
 21  Uz, o seu primogênito, e Buz, seu irmão, e Quemuel, pai de Arã,
 22  e Quésede, e Hazo, e Pildas, e Jidlafe, e Betuel.
 23  E Betuel gerou Rebeca. Estes oito deu Milca a Naor, irmão de Abraão.
 24  E a sua concubina, cujo nome era Reumá, lhe deu também Teba, e Gaã, e Taás, e Maaca.

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Capítulo 23

 1  E foi a vida de Sara cento e vinte e sete anos; estes foram os anos da vida de Sara.
 2  E morreu Sara em Quiriate-Arba, que é Hebrom, na terra de Canaã; e veio Abraão lamentar a Sara e chorar por ela.
 3  Depois, se levantou Abraão de diante do seu morto e falou aos filhos de Hete, dizendo:
 4  Estrangeiro e peregrino sou entre vós; dai-me possessão de sepultura convosco, para que eu sepulte o meu morto de diante da minha face.
 5  E responderam os filhos de Hete a Abraão, dizendo-lhe:
 6  Ouve-nos, meu senhor: príncipe de Deus és no meio de nós; enterra o teu morto na mais escolhida de nossas sepulturas; nenhum de nós te vedará a sua sepultura, para enterrares o teu morto.
 7  Então, se levantou Abraão e inclinou-se diante do povo da terra, diante dos filhos de Hete.
 8  E falou com eles, dizendo: Se é de vossa vontade que eu sepulte o meu morto de diante de minha face, ouvi-me e falai por mim a Efrom, filho de Zoar.
 9  Que ele me dê a cova de Macpela, que tem no fim do seu campo; que ma dê pelo devido preço em posse de sepulcro no meio de vós.
 10  Ora, Efrom estava no meio dos filhos de Hete; e respondeu Efrom, heteu, a Abraão, aos ouvidos dos filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta da sua cidade, dizendo:
 11  Não, meu senhor; ouve-me: o campo te dou, também te dou a cova que nele está; diante dos olhos dos filhos do meu povo ta dou; sepulta o teu morto.
 12  Então, Abraão se inclinou diante da face do povo da terra
 13  e falou a Efrom, aos ouvidos do povo da terra, dizendo: Mas, se tu estás por isto, ouve-me, peço-te: o preço do campo o darei; toma -o de mim, e sepultarei ali o meu morto.
 14  E respondeu Efrom a Abraão, dizendo-lhe:
 15  Meu senhor, ouve-me: a terra é de quatrocentos siclos de prata; que é isto entre mim e ti? Sepulta o teu morto.
 16  E Abraão deu ouvidos a Efrom e Abraão pesou a Efrom a prata de que tinha falado aos ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, correntes entre mercadores.
 17  Assim, o campo de Efrom, que estava em Macpela, em frente de Manre, o campo e a cova que nele estava, e todo o arvoredo que no campo havia, que estava em todo o seu contorno ao redor,
 18  se confirmaram a Abraão em possessão diante dos olhos dos filhos de Hete, de todos os que entravam pela porta da sua cidade.
 19  E, depois, sepultou Abraão a Sara, sua mulher, na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã.
 20  Assim, o campo e a cova que nele estava se confirmaram a Abraão, em possessão de sepultura pelos filhos de Hete.

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Capítulo 24

 1  E era Abraão já velho e adiantado em idade, e o SENHOR havia abençoado a Abraão em tudo.
 2  E disse Abraão ao seu servo, o mais velho da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Põe agora a tua mão debaixo da minha coxa,
 3  para que eu te faça jurar pelo SENHOR, Deus dos céus e Deus da terra, que não tomarás para meu filho mulher das filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito,
 4  mas que irás à minha terra e à minha parentela e daí tomarás mulher para meu filho Isaque.
 5  E disse-lhe o servo: Porventura não quererá seguir-me a mulher a esta terra. Farei, pois, tornar o teu filho à terra de onde saíste?
 6  E Abraão lhe disse: Guarda-te, que não faças lá tornar o meu filho.
 7  O SENHOR, Deus dos céus, que me tomou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, e que me falou, e que me jurou, dizendo: À tua semente darei esta terra, ele enviará o seu Anjo adiante da tua face, para que tomes mulher de lá para meu filho.
 8  Se a mulher, porém, não quiser seguir-te, serás livre deste meu juramento; somente não faças lá tornar a meu filho.
 9  Então, pôs o servo a sua mão debaixo da coxa de Abraão, seu senhor, e jurou-lhe sobre este negócio.
 10  E o servo tomou dez camelos, dos camelos do seu senhor, e partiu, pois que toda a fazenda de seu senhor estava em sua mão; e levantou-se e partiu para a Mesopotâmia, {que é Síria dos dois rios} para a cidade de Naor.
 11  E fez ajoelhar os camelos fora da cidade, junto a um poço de água, pela tarde, ao tempo em que as moças saíam a tirar água.
 12  E disse: Ó SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, dá-me, hoje, bom encontro e faze beneficência ao meu senhor Abraão!
 13  Eis que eu estou em pé junto à fonte de água, e as filhas dos varões desta cidade saem para tirar água;
 14  Seja, pois, que a donzela a quem eu disser: abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos, esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque; e que eu conheça nisso que fizeste beneficência a meu senhor.
 15  E sucedeu que, antes que ele acabasse de falar, eis que Rebeca, que havia nascido a Betuel, filho de Milca, mulher de Naor, irmão de Abraão, saía com o seu cântaro sobre o seu ombro.
 16  E a donzela era mui formosa à vista, virgem, a quem varão não havia conhecido; e desceu à fonte, e encheu o seu cântaro, e subiu.
 17  Então, o servo correu-lhe ao encontro e disse: Ora, deixa-me beber um pouco de água do teu cântaro.
 18  E ela disse: Bebe, meu senhor. E apressou-se, e abaixou o seu cântaro sobre a sua mão, e deu-lhe de beber.
 19  E, acabando ela de lhe dar de beber, disse: Tirarei também água para os teus camelos, até que acabem de beber.
 20  E apressou-se, e vazou o seu cântaro na pia, e correu outra vez ao poço para tirar água, e tirou para todos os seus camelos.
 21  E o varão estava admirado de vê-la, calando-se, para saber se o SENHOR havia prosperado a sua jornada ou não.
 22  E aconteceu que, acabando os camelos de beber, tomou o varão um pendente de ouro de meio siclo de peso e duas pulseiras para as suas mãos, do peso de dez siclos de ouro,
 23  e disse: De quem és filha? Faze-mo saber, peço-te; há também em casa de teu pai lugar para nós pousarmos?
 24  E ela disse: Eu sou filha de Betuel, filho de Milca, o qual ela deu a Naor.
 25  Disse-lhe mais: Também temos palha, e muito pasto, e lugar para passar a noite.
 26  Então, inclinou-se aquele varão, e adorou ao SENHOR,
 27  e disse: Bendito seja o SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, que não retirou a sua beneficência e a sua verdade de meu senhor; quanto a mim, o SENHOR me guiou no caminho à casa dos irmãos de meu senhor.
 28  E a donzela correu e fez saber estas coisas na casa de sua mãe.
 29  E Rebeca tinha um irmão cujo nome era Labão; e Labão correu ao encontro daquele varão à fonte.
 30  E aconteceu que, quando ele viu o pendente e as pulseiras sobre as mãos de sua irmã e quando ouviu as palavras de sua irmã Rebeca, que dizia: Assim me falou aquele varão, veio ao varão, e eis que estava em pé junto aos camelos, junto à fonte.
 31  E disse: Entra, bendito do SENHOR, por que estarás fora? Pois eu já preparei a casa e o lugar para os camelos.
 32  Então, veio aquele varão à casa, e desataram os camelos e deram palha e pasto aos camelos e água para lavar os pés dele e os pés dos varões que estavam com ele.
 33  Depois, puseram de comer diante dele. Ele, porém, disse: Não comerei, até que tenha dito as minhas palavras. E ele disse: Fala.
 34  Então, disse: Eu sou o servo de Abraão.
 35  O SENHOR abençoou muito o meu senhor, de maneira que foi engrandecido; e deu-lhe ovelhas e vacas, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos.
 36  E Sara, a mulher do meu senhor, gerou um filho a meu senhor depois da sua velhice; e ele deu-lhe tudo quanto tem.
 37  E meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás mulher para meu filho das filhas dos cananeus, em cuja terra habito;
 38  irás, porém, à casa de meu pai e à minha família e tomarás mulher para meu filho.
 39  Então, disse eu ao meu senhor: Porventura não me seguirá a mulher.
 40  E ele me disse: O SENHOR, em cuja presença tenho andado, enviará o seu Anjo contigo e prosperará o teu caminho, para que tomes mulher para meu filho da minha família e da casa de meu pai.
 41  Então, serás livre do meu juramento, quando fores à minha família; e, se não ta derem, livre serás do meu juramento.
 42  E hoje cheguei à fonte e disse: Ó SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, se tu, agora, prosperas o meu caminho, no qual eu ando,
 43  eis que estou junto à fonte de água; seja, pois, que a donzela que sair para tirar água e à qual eu disser: Ora, dá-me um pouco de água do teu cântaro,
 44  e ela me disser: Bebe tu também e também tirarei água para os teus camelos, esta seja a mulher que o SENHOR designou ao filho de meu senhor.
 45  E, antes que eu acabasse de falar no meu coração, eis que Rebeca saía com seu cântaro sobre o seu ombro, e desceu à fonte, e tirou água; e eu lhe disse: Ora, dá-me de beber.
 46  E ela se apressou, e abaixou o seu cântaro de sobre si, e disse: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; e bebi, e ela deu também de beber aos camelos.
 47  Então, lhe perguntei e disse: De quem és filha? E ela disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que lhe gerou Milca. Então, eu pus o pendente no seu rosto e as pulseiras sobre as suas mãos.
 48  E, inclinando-me, adorei ao SENHOR e bendisse ao SENHOR, Deus do meu senhor Abraão, que me havia encaminhado pelo caminho da verdade, para tomar a filha do irmão de meu senhor para seu filho.
 49  Agora, pois, se vós haveis de mostrar beneficência e verdade a meu senhor, fazei-mo saber; e, se não, também mo fazei saber, para que eu olhe à mão direita ou à esquerda.
 50  Então, responderam Labão e Betuel e disseram: Do SENHOR procedeu este negócio; não podemos falar-te mal ou bem.
 51  Eis que Rebeca está diante da tua face; toma-a e vai-te; seja a mulher do filho de teu senhor, como tem dito o SENHOR.
 52  E aconteceu que o servo de Abraão, ouvindo as suas palavras, inclinou-se à terra diante do SENHOR;
 53  e tirou o servo vasos {ou jóias} de prata, e vasos de ouro, e vestes e deu-os a Rebeca; também deu coisas preciosas a seu irmão e a sua mãe.
 54  Então, comeram, e beberam, ele e os varões que com ele estavam, e passaram a noite. E levantaram-se pela manhã, e disse: Deixai-me ir a meu senhor.
 55  Então, disseram seu irmão e sua mãe: Fique a donzela conosco alguns dias ou pelo menos dez dias; e depois irá.
 56  Ele, porém, lhes disse: Não me detenhais, pois o SENHOR tem prosperado o meu caminho; deixai-me partir, para que eu volte a meu senhor.
 57  E disseram: Chamemos a donzela e perguntemos-lho.
 58  E chamaram Rebeca e disseram-lhe: Irás tu com este varão? Ela respondeu: Irei.
 59  Então, despediram Rebeca, sua irmã, e a sua ama, e o servo de Abraão, e os seus varões.
 60  E abençoaram Rebeca e disseram-lhe: Ó nossa irmã, sejas tu em milhares de milhares, e que a tua semente possua a porta de seus aborrecedores!
 61  E Rebeca se levantou com as suas moças, e subiram sobre os camelos e seguiram o varão; e tomou aquele servo a Rebeca e partiu.
 62  Ora, Isaque vinha do caminho do poço de Laai-Roi, porque habitava na terra do Sul.
 63  E Isaque saíra a orar {ou meditar} no campo, sobre a tarde; e levantou os olhos, e olhou e eis que os camelos vinham.
 64  Rebeca também levantou os olhos, e viu a Isaque, e lançou-se do camelo,
 65  e disse ao servo: Quem é aquele varão que vem pelo campo ao nosso encontro? E o servo disse: Este é meu senhor. Então, tomou ela o véu e cobriu-se.
 66  E o servo contou a Isaque todas as coisas que fizera.
 67  E Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe, Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim, Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe.

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Capítulo 25

 1  E Abraão tomou outra mulher; o seu nome era Quetura.
 2  E gerou-lhe Zinrã, e Jocsã, e Medã, e Midiã, e Isbaque, e Suá.
 3  E Jocsã gerou a Seba e a Dedã; e os filhos de Dedã foram Assurim, e Letusim, e Leumim.
 4  E os filhos de Midiã foram Efá, e Efer, e Enoque, e Abida, e Elda; estes todos foram filhos de Quetura.
 5  Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque.
 6  Mas, aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes e, vivendo ele ainda, despediu-os do seu filho Isaque, ao Oriente, para a terra oriental.
 7  Estes, pois, são os dias dos anos da vida de Abraão, que viveu cento e setenta e cinco anos.
 8  E Abraão expirou e morreu em boa velhice, velho e farto de dias; e foi congregado ao seu povo.
 9  E sepultaram-no Isaque e Ismael, seus filhos, na cova de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, heteu, que estava em frente de Manre,
 10  o campo que Abraão comprara aos filhos de Hete. Ali está sepultado Abraão e Sara, sua mulher.
 11  E aconteceu, depois da morte de Abraão, que Deus abençoou a Isaque, seu filho; e habitava Isaque junto ao poço Laai-Roi.
 12  Estas, porém, são as gerações de Ismael, filho de Abraão, que a serva de Sara, Agar, egípcia, deu a Abraão.
 13  E estes são os nomes dos filhos de Ismael pelos seus nomes, segundo as suas gerações: o primogênito de Ismael era Nebaiote, depois Quedar, e Abdeel, e Mibsão,
 14  e Misma, e Dumá, e Massá,
 15  e Hadade, e Tema, e Jetur, e Nafis, e Quedemá.
 16  Estes são os filhos de Ismael, e estes são os seus nomes pelas suas vilas e pelos seus castelos: {ou acampamentos} doze príncipes segundo as suas famílias. {ou nações}
 17  E estes são os anos da vida de Ismael, que viveu cento e trinta e sete anos; e ele expirou, e morreu, e foi congregado ao seu povo.
 18  E habitaram desde Havilá até Sur, que está em frente do Egito, indo para Assur; {ou Assíria} e Ismael fez o seu assento diante da face de todos os seus irmãos.
 19  E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque;
 20  e era Isaque da idade de quarenta anos, quando tomou a Rebeca, filha de Betuel, arameu {ou siro} de Padã-Arã, irmã de Labão, arameu, por sua mulher.
 21  E Isaque orou instantemente ao SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.
 22  E os filhos lutavam dentro dela; então, disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi-se a perguntar ao SENHOR.
 23  E o SENHOR lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.
 24  E, cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre.
 25  E saiu o primeiro, ruivo e todo como uma veste cabeluda; por isso, chamaram o seu nome Esaú. {que significa cabeludo}
 26  E, depois, saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso, se chamou o seu nome Jacó. {que significa suplantador} E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou.
 27  E cresceram os meninos. E Esaú foi varão perito na caça, varão do campo; mas Jacó era varão simples, habitando em tendas.
 28  E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto; mas Rebeca amava a Jacó.
 29  E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo e estava ele cansado. {ou desfalecido}
 30  E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso, se chamou o seu nome Edom. {que significa vermelho}
 31  Então, disse Jacó: Vende-me, hoje, a tua primogenitura.
 32  E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura?
 33  Então, disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó.
 34  E Jacó deu pão a Esaú e o guisado das lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e foi-se. Assim, desprezou Esaú a sua primogenitura.

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Capítulo 26

 1  E havia fome na terra, além da primeira fome, que foi nos dias de Abraão; por isso, foi-se Isaque a Abimeleque, rei dos filisteus, em Gerar.
 2  E apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser;
 3  peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e à tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai.
 4  E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas estas terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra,
 5  porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.
 6  Assim, habitou Isaque em Gerar.
 7  E, perguntando-lhe os varões daquele lugar acerca de sua mulher, disse: É minha irmã; porque temia dizer: É minha mulher; para que porventura (dizia ele) me não matem os varões daquele lugar por amor de Rebeca; porque era formosa à vista.
 8  E aconteceu que, como ele esteve ali muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca, sua mulher.
 9  Então, chamou Abimeleque a Isaque e disse: Eis que, na verdade, é tua mulher; como, pois, disseste: É minha irmã? E disse-lhe Isaque: Porque eu dizia: Para que eu porventura não morra por causa dela.
 10  E disse Abimeleque: Que é isto que nos fizeste? Facilmente se teria deitado alguém deste povo com a tua mulher, e tu terias trazido sobre nós um delito.
 11  E mandou Abimeleque a todo o povo, dizendo: Qualquer que tocar neste varão ou em sua mulher certamente morrerá.
 12  E semeou Isaque naquela mesma terra e colheu, naquele mesmo ano, cem {ou o cêntuplo} medidas, porque o SENHOR o abençoava.
 13  E engrandeceu-se o varão e ia-se engrandecendo, até que se tornou mui grande;
 14  e tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam.
 15  E todos os poços que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de Abraão, seu pai, os filisteus entulharam e encheram de terra.
 16  Disse também Abimeleque a Isaque: Aparta-te de nós, porque muito mais poderoso te tens feito do que nós.
 17  Então, Isaque foi-se dali, e fez o seu assento no vale de Gerar, e habitou lá.
 18  E tornou Isaque, e cavou os poços de água que cavaram nos dias de Abraão, seu pai, e que os filisteus taparam depois da morte de Abraão, e chamou-