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Livro de Salmos
Livro que parece consistir em cinco coleções
de cânticos sagrados (1) Sal 1-41; - (2) 42-72; - (3)
73-89; - (4) 90-106; - (5) 107-150 cada coleção
terminando com uma bênção proferida sobre Deus. Segundo
o seu lugar no livro, os respectivos salmos, desde tempos antigos, evidentemente
eram conhecidos por número. Por exemplo, o que é agora chamado
de “segundo salmo” também era chamado assim no primeiro século
aC. At 13:33.
Estilo. A poesia do
livro dos Salmos consiste em idéias ou expressões paralelas.
Característicos são os salmos acrósticos, ou alfabéticos.
(Sal 9, 10, 25, 34, 37, 111, 112, 119, 145) Nestes salmos, o versículo
ou versículos iniciais da primeira estrofe começam com a
letra hebraica ´á·lef (álefe), o(s) versículo(s)
seguinte(s) com behth (bete), e assim por diante, passando por todas ou
quase todas as letras do alfabeto hebraico. Este arranjo talvez servisse
de auxílio para a memória. Sobre a terminologia encontrada
no livro dos Salmos,
Cabeçalhos. Os cabeçalhos,
ou epígrafes, que se encontram no início de muitos dos salmos
identificam o escritor, fornecem matéria de fundo, dão instruções
musicais, ou indicam o uso ou o objetivo do salmo. (Veja os cabeçalhos
do Sal 3, 4, 5, 6, 7, 30, 38, 60, 92, 102.) Ocasionalmente, os cabeçalhos
fornecem as informações necessárias para se acharem
outros textos que esclarecem determinado salmo. (Compare o Sal 51 com 2Sa
11:2-15; 12:1-14.) Visto que outras partes poéticas da Bíblia
muitas vezes são introduzidas de modo similar (Êx 15:1; De
31:30; 33:1; Jz 5:1; compare 2Sa 22:1 com o cabeçalho do Sal 18),
isto sugere que os cabeçalhos foram originados quer pelos escritores,
quer pelos colecionadores dos salmos. O que dá apoio a isso é
que, já no tempo da escrita dos Rolos do Mar Morto dos Salmos (entre
30 e 50 aC), os cabeçalhos faziam parte do texto principal.
Escritores. Dentre
os 150 salmos, os cabeçalhos atribuem 73 a Davi, 11 aos filhos de
Corá (um deles [Sal 88] também menciona Hemã), 12
a Asafe (evidentemente referindo-se à família de Asafe),
um a Moisés, um a Salomão e um a Etã, o ezraíta.
Além disso, o Salmo 72 é “referente a Salomão” e parece
ter sido escrito por Davi. (Veja Sal 72:20.) À base de Atos 4:25
e Hebreus 4:7, é evidente que os Salmos 2 e 95 foram escritos por
Davi. Os Salmos 10, 43, 71 e 91 parecem ser continuações
dos Salmos 9, 42, 70 e 90 respectivamente. Portanto, os Salmos 10 e 71
podem ser atribuídos a Davi, o Salmo 43, aos filhos de Corá,
e o Salmo 91, a Moisés. Há indícios de que o Salmo
119 talvez fosse escrito pelo jovem príncipe Ezequias. (Note Sal
119:9, 10, 23, 46, 99, 100.) Isto deixa mais de 40 salmos sem menção
ou indicação dum compositor específico.
Os salmos individuais foram escritos durante um período
de cerca de 1.000 anos, desde o tempo de Moisés até depois
do retorno do exílio babilônico. Sal 90:cab.; 126:1,
2; 137:1, 8.
Compilação. Visto que Davi
compôs muitos deles e organizou os músicos levitas em 24 grupos
de serviço, é razoável concluir que ele tenha começado
uma coleção desses cânticos a serem usados no santuário.
(2Sa 23:1; 1Cr 25:1-31; 2Cr 29:25-30) Depois disso, devem ter sido feitas
outras coleções, conforme se pode deduzir das repetições
encontradas no livro. (Compare Sal 14 com Sal 53; 40:13-17
com Sal 70; 57:7-11 com 108:1-5.) Diversos peritos acreditam
que Esdras foi responsável pelo arranjo do livro dos Salmos na forma
final.
Há evidência de que o conteúdo do
livro dos Salmos já estava estabelecido bem cedo. A ordem e o conteúdo
do livro na Septuaginta grega concorda basicamente com o texto hebraico.
Portanto, é razoável que o livro dos Salmos já estivesse
completo no terceiro século aC, quando se iniciou o trabalho nesta
tradução grega. Um fragmento do texto hebraico, em uso no
terceiro quarto do primeiro século aC, que contém o Salmo
150:1-6, é logo seguido por uma coluna em branco. Isto parece indicar
que este antigo manuscrito hebraico terminava o livro dos Salmos neste
ponto, e assim também corresponde ao texto massorético.
Preservação Exata do Texto.O
Rolo do Mar Morto dos Salmos oferece evidência da preservação
exata do texto hebraico. Embora seja uns 900 anos mais antigo do que o
geralmente aceito texto massorético, o conteúdo deste rolo
(41 salmos canônicos, inteiros ou em parte) corresponde basicamente
ao texto em que se baseia a maioria das traduções. O Professor
J. A. Sanders observou: “A maioria [das variações] são
ortográficas, e só importam para os peritos interessados
em indícios quanto à pronúncia do hebraico na antiguidade,
e em assuntos deste tipo. . . . Algumas variações se recomendam,
de imediato, como aprimoramentos do texto, em especial as que oferecem
um texto hebraico mais claro, porém, fazem pouca ou nenhuma diferença
quanto à tradução ou à interpretação.”
The Dead Sea Psalms Scroll (O Rolo do Mar Morto dos Salmos), 1967, p. 15.
Inspirado por Deus.
Não pode haver dúvida de que o livro dos Salmos faz parte
da Palavra inspirada de Deus. Está em plena harmonia com o restante
das Escrituras. Idéias comparáveis são muitas vezes
encontradas em outras partes da Bíblia. (Compare o Sal 1 com Je
17:5-8; Sal 49:12 com Ec 3:19 e ; 2Pe 2:12; Sal 49:17 com Lu 12:20,
21.) Também, muitas são as citações dos Salmos
encontradas nas Escrituras Gregas Cristãs. Sal 5:9 (Ro 3:13);
8:6 (1Co 15:27; Ef 1:22); 10:7 (Ro 3:14); 14:1-3; 53:1-3 (Ro 3:10-12);
19:4 (Ro 10:18); 24:1 (1Co 10:26); 32:1, 2 (Ro 4:7, 8); 36:1 (Ro 3:18);
44:22 (Ro 8:36); 50:14 (Mt 5:33); 51:4 (Ro 3:4); 56:4, 11; 118:6 (He 13:6);
62:12 (Ro 2:6); 69:22, 23 (Ro 11:9, 10); 78:24 (Jo 6:31); 94:11 (1Co 3:20);
95:7-11 (He 3:7-11, 15; 4:3-7); 102:25-27 (He 1:10-12); 104:4 (He 1:7);
112:9 (2Co 9:9); 116:10 (2Co 4:13); 144:3 (He 2:6), e outros.
Davi escreveu a respeito de si mesmo: “Foi o Espírito
de Deus que falou por meu intermédio, e a sua palavra estava na
minha língua.” (2Sa 23:2) Esta inspiração é
confirmada pelo apóstolo Pedro (At 1:15, 16), pelo escritor da carta
aos hebreus (He 3:7, 8; 4:7) e por outros cristãos do primeiro século
(At 4:23-25). O mais notável testemunho é o do Filho de Deus.
(Lu 20:41-44) Depois da sua ressurreição, ele disse aos seus
discípulos: “Estas são as minhas palavras que vos falei enquanto
ainda estava convosco, que todas as coisas escritas na lei de Moisés,
e nos Profetas, e nos Salmos [o primeiro livro dos Hagiógrafos,
ou Escritos Sagrados, que assim dá seu nome a toda esta seção],
a respeito de mim, têm de se cumprir.” Lu 24:44.
Preditas as experiências e atividades do Messias.
Um exame das Escrituras Gregas Cristãs revela que grande parte das
atividades e experiências do Messias foi predita nos Salmos, conforme
os seguintes exemplos demonstrarão:
Quando Jesus se apresentou para o batismo, ele indicou
que viera para fazer a “vontade” do seu Pai relacionada com o sacrifício
do seu próprio corpo ‘preparado’ e com respeito à eliminação
dos sacrifícios de animais oferecidos segundo a Lei, conforme está
escrito no Salmo 40:6-8. (He 10:5-10) Deus aceitou a apresentação
que Jesus fez de si mesmo, derramando sobre ele Seu Espírito e reconhecendo-o
como Seu Filho, conforme predito no Salmo 2:7. (Mr 1:9-11; He 1:5; 5:5)
Também, conforme predito no Salmo 8:4-6, o homem Jesus era “um pouco
menor que os anjos”. He 2:6-8.
No decorrer do seu ministério, ele ajuntou e treinou
discípulos. Não se envergonhava de chamá-los de “irmãos”,
conforme se escrevera no Salmo 22:22. (He 2:11, 12; compare isso com Mt
12:46-50; Jo 20:17.) De acordo com o que se predissera nos Salmos, Jesus
falava com ilustrações (Sal 78:2; Mt 13:35), mostrou ter
zelo pela casa de Deus por limpá-la do comercialismo, e não
agradou a si mesmo. (Sal 69:9; Jo 2:13-17; Ro 15:3) No entanto, foi odiado
sem causa. (Sal 35:19; 69:4; Jo 15:25) O ministério de Cristo Jesus
a favor dos judeus circuncisos serviu para confirmar as promessas feitas
aos antepassados deles, e, mais tarde, induziu pessoas das nações
a glorificar e louvar a Deus. Isto também fora predito. Sal
18:49; 117:1; Ro 15:9, 11.
Quando Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho,
multidões o aclamaram com as palavras do Salmo 118:26. (Mt 21:9)
Quando os principais sacerdotes e os escribas objetaram ao que meninos
no templo diziam em reconhecimento de Jesus como “o Filho de Davi”, Jesus
silenciou os opositores religiosos por citar o Salmo 8:2. Mt 21:15,
16.
O livro dos Salmos indicava que Jesus seria traído
por um associado íntimo (Sal 41:9; Jo 13:18), o qual, conforme predito,
seria substituído. (Sal 69:25; 109:8; At 1:20) Até mesmo
fora predito que os governantes (Herodes e Pôncio Pilatos) se alinhariam
contra Jesus com homens das nações (tais como os soldados
romanos), e com povos de Israel (Sal 2:1, 2; At 4:24-28), assim como também
fora predito que ele seria rejeitado pelos construtores religiosos, judeus.
(Sal 118:22, 23; Mt 21:42; Mr 12:10, 11; At 4:11) E testemunhas falsas
testificaram contra ele, conforme predisse o Salmo 27:12. Mt 26:59-61.
Ao chegar ao lugar em que seria pregado na estaca, ofereceram
a Jesus vinho misturado com fel. (Sal 69:21; Mt 27:34) Fazendo uma alusão
profética ao próprio ato de Jesus ser pregado na estaca,
o salmista escreveu: “Cercaram-me cães; rodeou-me a assembléia
dos próprios malfeitores. Iguais a um leão atacam as minhas
mãos e os meus pés.” (Sal 22:16) Os soldados romanos repartiram
a roupa de Jesus por lançar sortes. (Sal 22:18; Mt 27:35; Lu 23:34;
Jo 19:24) Seus inimigos religiosos caçoaram dele com as palavras
registradas pelo salmista. (Sal 22:8; Mt 27:41-43) Sofrendo sede intensa,
Jesus pediu algo para beber. (Sal 22:15; Jo 19:28) Novamente ofereceram-lhe
vinho acre. (Sal 69:21; Mt 27:48; Jo 19:29, 30) Pouco antes de morrer,
Jesus clamou, citando o Salmo 22:1: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”
(Mt 27:46; Mr 15:34) Com o último suspiro, ele usou o Salmo 31:5
ao dizer: “Pai, às tuas mãos confio o meu espírito.”
(Lu 23:46) Conforme o salmista predissera adicionalmente, não se
lhe quebrou nenhum osso. Sal 34:20; Jo 19:33, 36.
Embora fosse deitado num túmulo, Jesus não
foi abandonado no Hades, nem viu a sua carne a corrupção,
mas ele foi levantado dentre os mortos. (Sal 16:8-10; At 2:25-31; 13:35-37)
Quando ascendeu ao céu, foi assentado à mão direita
de Deus, aguardando que seus inimigos fossem postos como escabelo para
os seus pés. (Sal 110:1; At 2:34, 35) Ele tornou-se também
sacerdote à maneira de Melquisedeque (Sal 110:4; He 5:6, 10; 6:20;
7:17, 21) e deu dádivas em forma de homens. (Sal 68:18; Ef 4:8-11)
Todos estes pormenores foram profetizados nos Salmos. Ainda é futura
a vinda de Jesus no papel de executor da parte de Deus para espatifar as
nações. (Sal 2:9; Re 2:27; 19:14, 15) Depois disso, Cristo,
como Rei, trará bênçãos eternas para os seus
súditos leais. Embora o Salmo 72 fosse originalmente escrito referente
a Salomão, a descrição do seu governo ali aplica-se
em grau ainda maior ao Messias. Isto é atestado pela profecia de
Zacarias (9:9, 10), que ecoa o Salmo 72:8 e é aplicada a Cristo
Jesus. Mt 21:5.
Quanto a outros cumprimentos do livro dos Salmos, compare
o Salmo 45 com Hebreus 1:8, 9; Revelação (Apocalipse) 19:7-9,
11-15; 21:2, 9-11.
Mais do que Apenas Bela Poesia. Além
de indicar eventos futuros, os Salmos contêm muita coisa de que a
pessoa pode derivar encorajamento e que lhe pode servir de guia. Os Salmos
são mais do que apenas bela poesia. Retratam a vida como ela realmente
é as alegrias, as tristezas, os temores e os desapontamentos.
Em todos eles há evidência da relação íntima
dos salmistas com Deus. E as atividades e as qualidades de Deus são
postas em nítido foco, motivando expressões de louvor e de
agradecimento.
Mostra-se que a verdadeira felicidade deriva de se evitar
a associação com os iníquos, de se agradar da lei
de Deus (Sal 1:1, 2), de se refugiar no Seu ungido (2:11, 12), de confiar
em Deus (40:4), de ter consideração com os de condição
humilde (41:1, 2), de receber correção de Deus (94:12, 13),
de obedecer às Suas ordens (112:1; 119:1, 2), e de tê-lo como
Deus e Ajudador (146:5, 6).
Admoesta-se a ter confiança em Deus. “Lança
teu fardo sobre o próprio Deus, e ele mesmo te susterá. Nunca
permitirá que o justo seja abalado.” (Sal 55:22; 37:5) Tal confiança
exclui o temor de homem. 56:4, 11.
Incentiva-se a esperar por Deus (Sal 42:5, 11; 43:5),
bem como recorrer a palavras e ações corretas, para se obter
a aprovação divina. (1:1-6; 15:1-5; 24:3-5; 34:13, 14; 37:3,
4, 8, 27; 39:1; 100:2) Dá-se ênfase no valor das boas associações.
(18:25, 26; 26:4, 5) E aconselha-se a não invejar a prosperidade
ou o sucesso dos iníquos, porque eles perecerão. 37:1,
2, 7-11.
Os Salmos indicam que os servos de Deus podem orar corretamente
por coisas tais como a salvação ou a libertação
(Sal 3:7, 8; 6:4; 35:1-8; 71:1-6), favor (4:1; 9:13), orientação
(5:8; 19:12-14; 25:4, 5; 27:11; 43:3), proteção (17:8), perdão
de pecados (25:7, 11, 18; 32:5, 6; 41:4; 51:1-9), um coração
puro, um espírito novo e firme (51:10), e a glorificação
do nome de Deus (115:1). Podem também orar para ser examinados,
refinados (26:2) e julgados (35:24; 43:1), bem como para que se lhes ensine
bondade, sensatez, conhecimento e regulamentos de Deus. 119:66, 68,
73, 124, 125, 135.
Destacam as atividades e as qualidades de Deus.
Os Salmos realçam o apreço por Deus, cuja existência
apenas o insensato negaria. (Sal 14:1; 19:7-11; 53:1) Deus é revelado
como Aquele que “ama a justiça e o juízo” (33:5), que “é
para nós refúgio e força, uma ajuda encontrada prontamente
durante aflições”. (46:1) Ele é justo Juiz (7:11;
9:4, 8), o Criador (8:3; 19:1; 33:6), Rei (10:16; 24:8-10), Pastor (23:1-6)
e Instrutor (25:9, 12), o Provisor tanto para os homens como para os animais
(34:10; 147:9), o Salvador ou Libertador (35:10; 37:39, 40; 40:17; 54:7),
e a Fonte da vida (36:9) e de consolo (86:17), bênção
e força. 29:11.
Deus ‘não se esquece do clamor dos atribulados’
(Sal 9:12; 10:14), mas responde às orações dos seus
servos (3:4; 30:1, 2; 34:4, 6, 17, 18), recompensando-os e protegendo-os.
(3:3, 5, 6; 4:3, 8; 9:9, 10; 10:17, 18; 18:2, 20-24; 33:18-20; 34:22; veja
34:7 a respeito de proteção angélica.) Ele odeia a
iniq idade e toma ação contra os transgressores. 5:4-6,
9, 10; 9:5, 6, 17, 18; 21:8-12; 99:8.
Mostra-se que Deus é atemorizante (Sal 76:7) e
grande (77:13), contudo, humilde (18:35); ele é santo (99:5), e
abundante em bondade (31:19) e em poder. (147:5) Ele é “um Deus
misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência
e veracidade”. (86:15) Seu entendimento está além de ser
narrado (147:5) e suas obras criativas atestam a sua sabedoria. (104:24)
Ele conta o número das estrelas e chama a todas elas por nome. (147:4)
É capaz de ver até mesmo o embrião humano. (139:16)
Pode curar todas as enfermidades. (103:3) Ele pode fazer cessar guerras
por destroçar o equipamento de guerra dos inimigos. (46:9) Tem estado
ativamente envolvido em muitos eventos da história na promoção
do seu justo propósito. (44:1-3; 78:1-72; 81:5-7; 105:8-45; 106:7-46;
114:1-8; 135:8-12; 136:4-26) Tal Deus, deveras, merece louvor e agradecimentos.
(92:1; 96:1-4; 146150) Confiar em homens (60:11; 62:9), riquezas (49:6-12,
17) ou ídolos (115:4-8; 135:15-18) seria tolice.
Consideram o valor da palavra de Deus. Os
Salmos também ensinam a ter apreço pela palavra de Deus.
Mostram que as declarações de Deus são puras (Sal
12:6) e refinadas. (18:30) Sua lei é preciosa (119:72) e é
verdade. (119:142) Benefícios duradouros resultam de se observar
a Sua lei perfeita, suas advertências fidedignas, suas ordens retas,
seus mandamentos limpos e suas decisões judiciais justas. (19:7-11)
A palavra de Deus serve para iluminar a senda da pessoa (119:105), e seus
mandamentos a tornam sábia, dando-lhe perspicácia e entendimento.
119:98-100, 104.
Esclarecem e suplementam outros textos.
Às vezes, o livro dos Salmos esclarece ou suplementa outras partes
da Bíblia. Mostra que ‘atribular a alma’, como os israelitas faziam
no Dia da Expiação (Le 16:29; 23:27; Núm 29:7), refere-se
a jejuar. (Sal 35:13) Só o salmista relata o tratamento severo dado
a José, pelo menos inicialmente, enquanto estava preso no Egito:
“Atribularam-lhe os pés com grilhetas, sua alma entrou em ferros.”
(105:18) Dos Salmos aprendemos que “delegações de anjos”
estavam envolvidas em causar as pragas no Egito (78:44-51) e que, no ermo,
as águas milagrosamente providas “foram através das regiões
áridas como um rio” (105:41), fornecendo assim um amplo e prontamente
acessível suprimento de água para a nação de
Israel e seus muitos animais domésticos. Os Salmos fornecem evidência
de que o próprio Faraó morreu no mar Vermelho. 136:15.
Os Salmos indicam que os israelitas sofreram reveses
e grandes dificuldades antes da derrota dos edomitas no Vale do Sal. (Sal
60:cab., 1, 3, 9) Isto sugere que os edomitas invadiram Judá enquanto
a nação estava guerreando no norte com as forças de
Arã-Naaraim e Arã-Zobá.
O Salmo 101 revela a maneira em que Davi administrava
os assuntos de estado. Como seus servos, Davi escolhia apenas pessoas fiéis.
Não suportava pessoas arrogantes e não tolerava calúnias.
Preocupava-se diariamente com levar os iníquos às barras
da justiça.
DESTAQUES DOS SALMOS
Compilação de 150 cânticos
sagrados, muitos deles baseados nas experiências pessoais de Davi
e de outros servos de Deus.
Compostos durante um período de uns 1.000
anos, começando no tempo de Moisés e estendendo-se além
do retorno do exílio babilônico.
Expressões de agradecimento e de louvor a
Deus.
Pela grandiosidade do seu nome. (99:3; Sal
113; 148:13, 14)
Por suas grandiosas obras criativas. (33:1-9;
148:1-12)
Por ele ser o Grandioso Pastor. (Sal 23)
Por ele atender orações. (21:1-7;
Sal 28; Sal 116; 118:21)
Por ele ser o que é. ( Sal 50; 95:1-7;
96:4-13; Sal 97; Sal 150)
Por libertar de inimigos e de circunstâncias
aflitivas. ( Sal 18; Sal 30; Sal 107;
Sal 140; Sal 149)
Por seus julgamentos justos. (67:3, 4; Sal
98)
Por suas qualidades pessoais. (57:9-11;
Sal 92; Sal 100; 108:1-4; Sal 117; 138:1,
2)
Por suas abundantes provisões. (37:25;
67:5-7; 145:15, 16)
Induzidas por seus tratos passados com o seu povo.
( Sal 66; Sal 81; Sal 105; Sal
106; Sal 126; 136:10-24; Sal 147)
Petições de misericórdia e
ajuda dirigidas a Deus.
De libertação de inimigos. (Sal
3-5; Sal 7; Sal 12; Sal 13; Sal 17; Sal 31; Sal 59)
De perdão de pecados. (19:12, 13; 25:7,
11; Sal 32; 51:1, 2, 7-15; Sal 130)
De orientação na conduta. (119:124,
125; 143:8, 10)
De amparo em doença e aflição.
(41:1-4)
De favor ao sofrer aflição. (6:2,
9; 9:13, 14; Sal 123)
Profecias cumpridas no Messias.
Ele era da linhagem real de Davi. (89:3, 4, 29,
36, 37; 132:11)
Consumia-o o zelo pela casa de Deus. (69:9)
Falava usando ilustrações. (78:2)
Foi traído por um associado íntimo.
(41:9; 55:12-14)
Indicou-se a maneira em que seria executado. (22:16
n)
Foi vituperado e injuriado. (22:6-8; 69:9)
Lançaram-se sortes sobre a sua vestimenta.
(22:18)
Deram-lhe vinagre para beber. (69:21)
Nenhum osso seu foi quebrado. (34:20)
Foi levantado do Seol. (16:10)
A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se
a principal do ângulo. (118:22)
Ascendeu ao alto, provendo dádivas em forma
de homens. (68:18)
Foi glorificado e recebeu domínio sobre
tudo. (8:5-8)
Recebeu o reinado. (2:6; Sal 110)
Destruirá as nações que se
lhe opõem. (2:8, 9; 45:3-5)
Tem um casamento real; designará príncipes
na terra. (45:2, 6-17)
Seu domínio sobre a terra será justo
e compassivo. (Sal 72)
Doutrinas bíblicas, básicas, que constam
no livro dos Salmos.
Identidade e qualidades do verdadeiro Deus. (78:38,
39; 83:18; 86:15; 90:1-4; 102:24-27; Sal 103; Sal
139)
Soberania de Deus. (11:4-7; 24:1; Sal
29; Sal 44; Sal 47; Sal 48; Sal
76; Sal 93)
Santificação do nome de Deus. (
Sal 79; Sal 83)
Todos os homens são pecadores. (14:1-3;
51:5; 53:1-3)
A tolice da idolatria. (115:4-8; 135:15-18)
A condição dos mortos. (6:5; 88:10-12;
115:17; 146:4)
A terra será o lar duradouro dos justos.
(37:9-11, 29; 104:5; 115:16)
Conselho inspirado para nos ajudar a obter a aprovação
de Deus.
Temer a Deus e obedecer a seus mandamentos. (112:1-4;
Sal 128)
Cultivar alta estima pelas pronunciações
de Deus, por sua lei. (1:2; 19:7-11; Sal 119)
Confiar em Deus. (9:10; 115:9-11; Sal 125; 146:5-7)
Esperar pacientemente que ele aja. ( Sal
42; Sal 43)
Empenhar-se pela paz e pela justiça. (34:14,
15)
Ter vivo apreço por estar com o povo de
Deus, estar na Sua casa. ( Sal 84; Sal 122; Sal
133)
Evitar más associações. (1:1;
26:4, 5; 101:3-8)
Ensinar aos filhos as maneiras de agir de Deus.
(78:3-8)
Falar a verdade; evitar a calúnia e os
juramentos falsos. (15:2, 3; 24:3-5; 34:13)
Manter a palavra, mesmo quando isso mostra ser
mau para a própria pessoa. (15:4)
Evitar o mau uso do dinheiro. (15:5)
A generosidade resulta em bênçãos
para o dador. (112:5-10)
Louvar a Deus publicamente. (26:7, 12; 40:9)
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