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Carta inspirada das Escrituras Gregas Cristãs. É uma das chamadas cartas gerais, porque, como a Primeira e a Segunda de Pedro, a Primeira de João, e Judas (mas diferente da maioria das cartas do apóstolo Paulo), não foi dirigida a nenhuma congregação ou pessoa específica. Esta carta é dirigida às “doze tribos que estão espalhadas”. Tg 1:1. Escritor. O escritor identifica-se simplesmente
como “Tiago, escravo de Deus e do Senhor Jesus Cristo”. (Tg 1:1) Jesus
teve dois apóstolos de nome Tiago (Mt 10:2, 3), mas é improvável
que um deles tenha escrito essa carta. Um dos apóstolos, Tiago,
filho de Zebedeu, foi martirizado por volta de 44 dC. Como mostra a seção
“Data e Local da Escrita”, esta época seria muito cedo para que
ele fosse o escritor. (At 12:1, 2) O outro apóstolo Tiago, filho
de Alfeu, não recebe destaque no registro bíblico, e muito
pouco se sabe sobre ele. A natureza franca da carta de Tiago parece pesar
contra a possibilidade de Tiago, filho de Alfeu, ter sido o escritor, pois
este provavelmente se teria identificado como um dos 12 apóstolos,
a fim de respaldar suas fortes palavras com autoridade apostólica.
Canonicidade. A carta de Tiago consta do Manuscrito Vaticano N.° 1209, bem como dos Manuscritos Sinaítico e Alexandrino, do quarto e do quinto séculos dC. Está incluída na versão Pesito, siríaca, e encontra-se em pelo menos dez catálogos antigos, anteriores ao Concílio de Cartago, realizado em 397 dC. Antigos escritores religiosos fizeram citações dela, e Orígenes, Cirilo de Jerusalém, Jerônimo, e outros, reconheceram-na como Escritura autêntica. Data e Local da Escrita. A carta não
fornece indício algum de que a queda de Jerusalém diante
dos romanos (em 70 dC) já tivesse ocorrido. Segundo o historiador
judeu Josefo, um sumo sacerdote chamado Ananus, saduceu, foi responsável
de levar Tiago e outros perante o Sinédrio, e de mandar que fossem
apedrejados até à morte. Este acontecimento, escreve Josefo,
ocorreu após a morte de Festo, procurador romano, mas antes da chegada
de Albino, seu sucessor. (Jewish Antiquities [Antiguidades Judaicas], XX,
197-203 [ix, 1]) Se assim foi, e se estiverem corretas as fontes que situam
a morte de Festo por volta de 62 dC, então Tiago deve ter escrito
sua carta algum tempo antes dessa data.
A Quem Foi Escrita. Tiago escreveu “às doze tribos que estão espalhadas”, literalmente, “os da dispersão”. (Tg 1:1 n) Ele se dirige a seus “irmãos” espirituais, aqueles que se apegam à “fé do nosso Senhor Jesus Cristo”, primariamente os que vivem fora da Palestina. (1:2; 2:1, 7; 5:7) Tiago fundamenta grande parte de seus argumentos nas Escrituras Hebraicas, mas isto não prova que sua carta tenha sido apenas para os cristãos judeus, assim como a familiaridade de alguém com as Escrituras Hebraicas, na atualidade, não prova que a pessoa seja de descendência judaica. Sua referência a Abraão como “nosso pai” (2:21) harmoniza-se com o que Paulo diz em Gálatas 3:28, 29, ao mostrar que o que determina se a pessoa faz parte da verdadeira ‘semente’ de Abraão não é se ela é judia ou grega. Portanto, as “doze tribos” a quem se dirige a carta têm de ser o “Israel de Deus”, o Israel espiritual. Gál 6:15, 16. Objetivo. O objetivo de Tiago ao escrever
parece ter sido duplo: (1) exortar os concrentes a demonstrar fé
e perseverança durante suas provações e (2) adverti-los
dos pecados que resultam na desaprovação divina.
Estilo. A carta de Tiago tem forte tom profético e contém muitas figuras de linguagem e símiles, o que lhe dá certa semelhança com os discursos de Jesus Cristo, tais como o Sermão do Monte. Como Jesus, Tiago recorria a coisas físicas o mar, a vegetação, os animais, barcos, um lavrador, a terra para dar apoio vívido a seus argumentos sobre fé, controle da língua, paciência, e assim por diante. (Tg 1:6, 9-11; 3:3-12; 5:7) Isto, conjugado com o uso de perguntas diretas e mais de 50 imperativos que aparecem nesta carta relativamente curta, torna dinâmica a carta de Tiago. Sua Relação com Anteriores Escritos
Inspirados. Tiago citou ou se referiu às Escrituras Hebraicas
com respeito à criação do homem (Tg 3:9; Gên
1:26); a Abraão e Raabe (Tg 2:21-26; Gên 15:6; 22:9-12; Jos
2; Is 41:8); a Jó (Tg 5:11; Jó 1:13-22; 2:7-10; 42:10-17);
à Lei (Tg 2:8, 11; Êx 20:13, 14; Le 19:18; De 5:17, 18) e
a Elias (Tg 5:17, 18; 1Rs 17:1; 18:1). Há muitos exemplos evidentes
de harmonia direta com declarações de Jesus Cristo. Para
citar alguns: a perseguição (Tg 1:2; Mt 5:10-12); pedir e
receber coisas de Deus (Tg 1:5, 17; Lu 11:9-13); ser tanto ouvintes como
cumpridores (Tg 1:22; Mt 7:21-27); manter-se separado do mundo (Tg 4:4;
Jo 17:14); não julgar os outros (Tg 4:12; Lu 6:37); a confiabilidade
da palavra da pessoa (Tg 5:12; Mt 5:33-37).
DESTAQUES DE TIAGO Carta que frisa que a fé deve ser demonstrada
por obras.
Os cristãos que perseveram fielmente quando
em provações têm motivos de ser felizes. (1:1-18)
A adoração aceitável a Deus requer
obras corretas para que se demonstre a fé. (1:192:26)
Os instrutores têm grande responsabilidade perante
Deus. (3:1-18)
Tendências mundanas afetam nossa relação
com Deus. (4:15:12)
Para recuperar-se duma doença espiritual resultante
do pecado, aquele que sofre deve recorrer à ajuda dos anciãos.
(5:13-20)
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